Sua Vida
Uma casa branca, com uma árvore em fronte e um jardim cheio de flores e grama fresca, num bairro muito bonito chamado Vassouras. E naquela casa bonita por fora, mas muito confusa por dentro; naquele bairro bonito, mora um garoto chamado Charlie.
A mãe de Charlie, Anne, está correndo pela cozinha preparando o café da manhã, ela havia acordado atrasada nesse dia. Uma mulher alta, cabelos marrons claros, que mais pareciam loiros tingidos, boa aparência, com muita energia e firmeza.
-Bom dia mãe. - Disse cristini, a filha mais velha de Anne, entrando na cozinha. deu-lhe um beijo no rosto e sentou-se a mesa, que estavão cheias de frutas em um fruteira, pães franceses em uma cestinha, margarina, geléia, suco, café, leite...
-Bom dia mãe - Disse-lhe Bob, em seguida, senta-se a mesa e começa a se servir apressado.
-Bom dia meus amores. -Respondeu um pouco sem fôlego.
Anne sai da cozinha passa por um pequeno corredor e sai do lado de uma escada alta e larga, que leva a parte de cima da casa, sobe o primeiro degrau e grita:
-Charlie! Anda logo filho!
-Já estou indo mãe! - Respondeu Charlie, num grito.
Anne havia se divorciado à pouco tempo e estava muito atarefada durante a semana. Além de ter que prepara o café da manhã, levar os filhos até a escola, voltar para buscá-los e depois ir trabalhar, não conseguia ter um tempo com a família e curtir os filhos. O ex-marido ainda lhe fazia falta, e como de costume ele levavá os filhos à escola, e sempre iam para o serviço juntos, sente muita falta dessa rotina.
-Vamos, vamos Charlie! - Gritou Anne mais uma vez o apressando.
-Estou chegando! - Respondeu em um grito, descendo correndo os degraus da escada.
Os quatro saem de casa, entram no carro, gol cinza e vão em direção ao lado esquerdo da rua.
-Mãe, - falou Charlie olhando para o rosto da mãe, que não despregava os olhos do volante.
-Sim?
-Posso lhe fazer uma pergunta?
-Ah! Vai começar tudo outra vez - Resmungou Cristini que estava sentada do lado esquerda do banco de trás.
-Cala a boca! - Retrucou Charlie - Em mãe, você acha que exista vida, depois da morte?
-Não sei... - disse confusa - não sei mesmo Charlie. Mas, para que quer saber isso?
-Nada não, esquece.- Respondeu um pouco desapontado.
-Cristini como vai na escola? - Perguntou Anne olhando pelo espelho retrovisor em direção à Cristini.
-Como assim mãe?
-Quero saber se você está... - Mas antes que pudesse terminar, Cristini a cortou e respondeu.
-Ah... ok, alguns gatinhos, ficantes, paquerinhas, mas nada de mais.
-Cristini está namorando, Cristini está namorando... - Começou Charlie para provocar sua irmã.
RISOS
-Para seu bobo! - Disse Cristini um pouco risonha, constrangida.
-Ok, chega Charlie...- Ordenou Anne.
-E você Bob?
-Que?Quem? Eu? - Bocejou Bob confuso.
-Perguntei se você já está namorando, ou algo parecido. - Disse novamente Anne.
-Bob está encalhado, Bob está encalhado... - começou novamente Charlie, só que dessa vez a risada de Anne e Cristini foram abafadas.
-Ah seu anão, se eu te pegar...- Vociferou Bob, tentando puxar os cabelos de Charlie, debruçado sobre o banco dos passageiros.
-Chega! - Gritou Anne acabando com a pequena confusão.
-E você Charlie? Está zombando de seus e não me falou se está ou não namorando com alguém. - Disse Anne num tom provocativo.
-Não. - Admitiu - Mas, eu estou gostando de uma garota da minha sala, nossa, ela é muito gata!
-Então você não está namorando também, só está gostando. Te peguei... - e Anne caiu na risada.
-Ah! Assim não vale. - Disse Charlie risonho.
-Ok, chegamos. - Ela seguiu em frente e parou o carro próximo a escola.
-Mas já? - Disse Charlie tirando o cinto de segurança.
-Viu como o tempo passa quando nos divertimos? - Disse abrindo a porta do carro.
-É verdade. - Charlie deu um beijo no rosto de sua mãe e saiu correndo em direção a entrada da escola. - Tchau! -Gritou.
Cristini saiu do carro, deu um beijo no rosto de Anne e foi andando em direção a entrada da escola.
-Tchau filha, até mais tarde.
Bob deu a volta por trás do carro, deu beijo em sua mãe e começou a andar em direção a escola.
-Bob! - Chamou Anne.
-Sim. - Respondeu voltando ao encontro da mãe.
-Não quero saber de nenhuma reclamação sua, combinado?
-Certo. - Deu meia volta e entrou na escola.
Os portões da escola se fecharam e os alunos foram para suas salas. Charlie encontrou Mark no meio do caminho, e os dois entraram por último na sala de aula.
Mark era o melhor amigo de Charlie e viviam fazendo travessuras juntos. Em plena adolescência, os dois pareciam pareciam até irmãos, Mark, por ser mais inteligente que Charlie, era considerado “CDF”, que por mais que sua inteligência fosse soberana, não fazia ideia do que isso significada.